7 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.INTERMETAL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER RecyBrass desenvolve latão sem chumbo com 95% de material reciclado A operação RecyBrass está a desenvolver novas ligas de latão sem chumbo, com mais de 95% de integração de sucata, destinadas a aplicações na mobilidade e em sistemas sanitários. O projeto é liderado pela Barbosa World Brass, única produtora nacional de barra e lingote de latão, e conta com cofinanciamento do Compete 2030. Parlamento Europeu reforça salvaguardas para travar importações de aço A iniciativa surge num contexto de restrições crescentes ao uso de chumbo e maior exigência ambiental no setor metalúrgico. Tradicionalmente utilizado para melhorar a maquinabilidade, este elemento enfrenta limitações regulamentares, impulsionando a procura de alternativas técnicas seguras. O RecyBrass aposta no desenvolvimento de novas composições químicas e em processos termomecânicos avançados, assegurando resistência ao desgaste e à deszincificação sem comprometer o desempenho mecânico. O consórcio integra a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, reforçando a componente científica e a transferência de conhecimento, e posicionando a indústria nacional na produção de ligas mais sustentáveis e alinhadas com a economia circular. O Parlamento Europeu aprovou, a 27 de janeiro, novas medidas destinadas a proteger o mercado europeu do aço face ao excesso de produção mundial. A proposta, adotada na Comissão do Comércio Internacional com 36 votos a favor, dois contra e cinco abstenções, estabelece uma redução significativa das quotas de importação. O novo regime fixa em 18,3 milhões de toneladas anuais o volume de aço que poderá entrar na União Europeia sem direitos aduaneiros, menos 47% face a 2024. Acima desse limite, bem como para produtos fora do regime de quotas, será aplicada uma tarifa de 50%. Fica igualmente proibida a importação de aço proveniente da Rússia e da Bielorrússia. O texto reforça ainda os requisitos de rastreabilidade e exige provas claras sobre a origem do aço importado, garantindo compatibilidade com as regras da Organização Mundial do Comércio. As atuais salvaguardas expiram em junho de 2026. Bruxelas alerta que o fim do mecanismo poderá expor a indústria siderúrgica europeia a novos excedentes globais, num contexto já marcado por pressão sobre preços, perda de emprego e menor capacidade de investimento em competitividade e descarbonização. A comissão parlamentar aprovou ainda o início de negociações com o Conselho, com o objetivo de alcançar um acordo sobre a versão final do diploma na primavera.
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