4 MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.INTERMETAL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER ATUALIDADE Metal português bate recorde de exportações, mas alerta para risco de desindustrialização A indústria metalúrgica e metalomecânica portuguesa encerrou 2025 com um recorde histórico de 24.169 milhões de euros em exportações, segundo a AIMMAP. O mês de dezembro contribuiu com 1.792 milhões de euros (+3,5%), apesar de constrangimentos alfandegários associados à implementação de um novo sistema informático. O setor registou quatro meses entre os dez melhores de sempre e representa já 33% das exportações da indústria transformadora nacional. Cerca de 75% das vendas destinam-se à União Europeia - com destaque para Espanha e Alemanha - e 25% a mercados extracomunitários. Apesar do desempenho, a associação alerta para riscos estruturais que ameaçam a competitividade, nomeadamente o novo enquadramento europeu para tarifas sobre o aço e o Mecanismo de Ajuste Carbónico na Fronteira (CBAM). A AIMMAP considera que estas medidas, a par do crescente protecionismo global, podem acelerar um processo de desindustrialização europeia. “Estes números não se repetirão tão cedo caso a Comissão Europeia não reverta o caminho das medidas que tem vindo a adotar, especialmente no que respeita à proteção da cadeia de valor downstream, onde se incluem milhares de empresas metalúrgicas e metalomecânicas e mais de 13 milhões de trabalhadores a nível europeu”, alerta Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da associação. Neste contexto, o dirigente defende que os acordos UE-Mercosul e UE-Índia podem representar “uma oportunidade de ouro para recentrar a economia europeia no mapa geoestratégico mundial”, desde que se concretizem as medidas necessárias. ArcelorMittal investe 1,3 mil milhões para descarbonizar a produção de aço A ArcelorMittal confirmou a construção de um forno elétrico a arco (EAF) na sua fábrica de Dunquerque, em França, num investimento de 1,3 mil milhões de euros. O projeto, anunciado hoje durante a visita do Presidente francês Emmanuel Macron às instalações, deverá iniciar operações em 2029 e constitui um passo decisivo na descarbonização da produção de aço no país. Metade do investimento será apoiada por Certificados de Eficiência Energética. Com capacidade anual de 2 milhões de toneladas, o novo EAF permitirá produzir aço com três vezes menos emissões de CO₂ face a um alto-forno convencional, estimando-se 0,6 toneladas de CO₂ por tonelada de aço, com base numa mistura de sucata, HBI/DRI e metal quente. A decisão surge num contexto de alterações regulatórias na União Europeia, nomeadamente a revisão dos Contingentes Pautais (TRQ) e do Mecanismo de Ajustamento Carbónico nas Fronteiras (CBAM), medidas que a empresa considera essenciais para assegurar condições de concorrência equitativas no mercado europeu. A assinatura de um contrato de fornecimento de eletricidade de longo prazo com a EDF reforça igualmente a estratégia energética da operação francesa. Paralelamente, a unidade de Mardyck, próxima de Dunquerque, inicia este trimestre uma nova fábrica de aço elétrico, num investimento adicional de 500 milhões de euros, reforçando a oferta para os setores industrial e automóvel.
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