35 SEGURANÇA E PROTEÇÃO NO CHÃO DE FÁBRICA para reforçar uma cultura assente na antecipação e na melhoria contínua. A política de segurança no Setor é atualmente uma realidade assumida e integrada na prática diária, e não um simples requisito formal, passando a afirmar-se como um verdadeiro fator estratégico de desempenho organizacional. Alcançar resultados sustentáveis é determinante e engloba a adoção de ferramentas operacionais, alicerçadas num compromisso claro da gestão de topo, numa liderança consistente em toda a organização e no envolvimento ativo dos trabalhadores. Destacam-se algumas das ferramentas dinamizadas no SMM e com adoção crescente por parte das empresas: • Safety walks – ferramenta de reforço da cultura e de demonstração do compromisso da gestão de topo, consistindo em visitas estruturadas a linhas ou setores produtivos, realizadas por superiores hierárquicos ou líderes, com o objetivo não de fiscalizar ou repreender, mas de verificar condições de trabalho, identificar riscos e dialogar com os trabalhadores sobre boas práticas, promovendo a confiança e incentivando a participação e o reporte de ocorrências. • Observações comportamentais estruturadas – implementação de metodologias de observação comportamental (ex.: BBS – BehaviorBased Safety), assente na premissa de que a maioria dos acidentes ocorre devido a comportamentos inseguros, visando prevenir acidentes através da identificação e reforço de comportamentos seguros no chão de fábrica com feedback imediato e construtivo ao trabalhador. • Diálogos diários de segurança – reuniões curtas (5 a 15 minutos), realizadas diariamente no posto de trabalho antes do início das tarefas e conduzidas por supervisores ou chefes de equipa, que visam identificar os riscos específicos do turno de trabalho, alertar para as medidas de controlo essenciais e reforçar o compromisso com a segurança na rotina diária. • Auditorias cruzadas (entre linhas ou setores de produção) – ações de verificação, entre diferentes setores ou grupos de trabalho, executadas por supervisores ou chefes de equipa, destinadas a identificar oportunidades de melhoria e a promover a partilha interna de conhecimentos. • Análise de desvios e investigação de quase-acidentes – identificação e tratamento célere de não conformidades, perigos e situações de risco, permitindo a definição de ações eficazes e otimizando o processo de segurança. Envolve a investigação
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